Se nas vias públicas da área central da Cidade os buracos são frequentes, imagine então o que acontece na zona periférica? Lá sim o buraco é mais embaixo!
Quando há pavimentação, um luxo para poucos, os bairros mais afastados de Guarujá estão em absoluto abandono, nem mesmo a “maquiagem” é realizada nas ruas e avenidas. Sabe a aplicação daquele creme negro que apenas serve para sujar os pneus, e enganar os usuários? Nem sequer este porco serviço é realizado.
Há trechos em que é necessário alertar ao motorista de que em meio à extensão do buraco há alguns resquícios de asfalto que podem alterar a aventura off road.
Não mais ruas existem, e sim buracos ladeados de uma farofa de asfalto barato e velho, poeira e lixo.
Comum ver moradores depositando entulho nos buracos a fim de amenizar o problema, e consequentemente só o aumentar. Crianças brincam incautas nas inúmeras poças formadas, chega a ser bucólica a cena!
E não bastasse o trânsito corriqueiro, caminhões e carretas fazem a festa e são responsáveis por uma boa porcentagem das crateras existentes. Tudo pode, não há limites de peso ou uso de bom senso, e já que ninguém está nem aí, não vão ser os caminhoneiros que vão se preocupar. Eles fazem a parte deles e destroçam o que ainda persiste em asfalto.
Mas na empreitada “Vamos todos para o buraco”, ninguém mais atuante que a empresa Sabesp que, além de vender água questionável, é responsável pela maioria dos buracos nas vias.
A cena é típica, seus automóveis chegam, quase sempre caminhões, e a equipe rasga, fura, alarga, cava, descansa um pouco e volta a esburacar.
No fim de mais um dia de trabalho, simplesmente é jogado dentro do buraco uma massa de lama retirada dele próprio.
Um absurdo que acontece sempre que a Sabesp resolve executar algum serviço. O buraco, acredito, deve ser uma marca da empresa, sua assinatura, a fim de comunicar que algo foi realizado. Mas como sou guarujaense, não desisto nunca e persisto muito, creio que haverá um dia em que os buracos vão se voltar contra seus criadores e responsáveis e famintos vão engolir caminhões, carretas, ônibus, os prédios e veículos da Sabesp junto com os administradores que fingem nada saber, da empresa e da prefeitura.
Depois de indigesta refeição hão de arrotar um maná asfáltico que tornará nossas vias, enfim transitáveis.
Porque se não for assim, e depender da boa vontade dos responsáveis, vamos todos juntos, rumo ao buraco.
Giuliano Nascimento
Colaborador do SOS Guarujá
www.giuliano-nascimento.blogspot.com/
giuliano.nascimento@hotmail.com
Quando há pavimentação, um luxo para poucos, os bairros mais afastados de Guarujá estão em absoluto abandono, nem mesmo a “maquiagem” é realizada nas ruas e avenidas. Sabe a aplicação daquele creme negro que apenas serve para sujar os pneus, e enganar os usuários? Nem sequer este porco serviço é realizado.
Há trechos em que é necessário alertar ao motorista de que em meio à extensão do buraco há alguns resquícios de asfalto que podem alterar a aventura off road.
Não mais ruas existem, e sim buracos ladeados de uma farofa de asfalto barato e velho, poeira e lixo.
Comum ver moradores depositando entulho nos buracos a fim de amenizar o problema, e consequentemente só o aumentar. Crianças brincam incautas nas inúmeras poças formadas, chega a ser bucólica a cena!
E não bastasse o trânsito corriqueiro, caminhões e carretas fazem a festa e são responsáveis por uma boa porcentagem das crateras existentes. Tudo pode, não há limites de peso ou uso de bom senso, e já que ninguém está nem aí, não vão ser os caminhoneiros que vão se preocupar. Eles fazem a parte deles e destroçam o que ainda persiste em asfalto.
Mas na empreitada “Vamos todos para o buraco”, ninguém mais atuante que a empresa Sabesp que, além de vender água questionável, é responsável pela maioria dos buracos nas vias.
A cena é típica, seus automóveis chegam, quase sempre caminhões, e a equipe rasga, fura, alarga, cava, descansa um pouco e volta a esburacar.
No fim de mais um dia de trabalho, simplesmente é jogado dentro do buraco uma massa de lama retirada dele próprio.
Um absurdo que acontece sempre que a Sabesp resolve executar algum serviço. O buraco, acredito, deve ser uma marca da empresa, sua assinatura, a fim de comunicar que algo foi realizado. Mas como sou guarujaense, não desisto nunca e persisto muito, creio que haverá um dia em que os buracos vão se voltar contra seus criadores e responsáveis e famintos vão engolir caminhões, carretas, ônibus, os prédios e veículos da Sabesp junto com os administradores que fingem nada saber, da empresa e da prefeitura.
Depois de indigesta refeição hão de arrotar um maná asfáltico que tornará nossas vias, enfim transitáveis.
Porque se não for assim, e depender da boa vontade dos responsáveis, vamos todos juntos, rumo ao buraco.
Giuliano Nascimento
Colaborador do SOS Guarujá
www.giuliano-nascimento.blogspot.com/
giuliano.nascimento@hotmail.com
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